segunda-feira, 2 de maio de 2011

ESCOLAS LITERÁRIAS


Por Ana Claudia L. Dantas Ferreira
Século XII — Idade Média
TROVADORISMO
Cristianismo
- Temas profanos
- Predomínio da emoção
- Influência das tradições populares
- Ambiente cortês, rural ou marítimo
- Exaltação do ideal cavaleiresco
- Emprego de formas simples
- Estrutura simples, repetições
Cantigas:
      Líricas:
             - de amor
             - de amigo
      Satírica:
             - de escárnio
             - de maldizer
Paio Soares Taveirós: Ribeirinha (Cantiga de amor) Lit. Port.
~~~~~~~~~~~~~~
Século XV - XVI — Idade Média / Idade Moderna
HUMANISMO
Transição do teocentrismo para o antropocentrismo.
Início: 1434 (nomeação de Fernão Lopes)
Término: 1527 (retorno de Sá de Miranda)
- Ascensão da burguesia mercantilista.
- Desenvolvimento cultural.
Separação entre a música e o texto poético.
Fernão Lopes (~1380-1459) Lit. Port.
Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens.
Gil Vicente (1465 - 1536?) Lit. Port. 
Teatro popular.
- profano (sátira ao teocentrismo);
- alegoria - metafórica;
- tipo - não revela nomes;
- quadros sem seqüência: mentalidade medieval.
~~~~~~~~~~~~~~
Século XVI — Idade Moderna – Renascimento
CLASSICISMO
Paganismo - Antropocentrismo
- Racionalismo
- Perfeição formal: sonetos e versos decassílabos
- Equilíbrio e objetividade
- Retomada dos escritos gregos e romanos
- Mimetismo (imitação dos antigos)
- Universalismo (valorização dos temas universais)
- Fusionismo (mistura de elementos religiosos católicos com elementos clássicos)
- Predomínio da razão.
- Serenidade e sobriedade
- Senso de proporção
- Nacionalismo
Poesia épica – soneto (forma clássica)
Camões (~1524-1580): Os lusíadas Lit. Port.

QUINHENTISMO
Primeiras manifestações literárias no Brasil.

Literatura da informação (de viagem)
            Pero Vaz de Caminha (1437-1500) Lit. Port.
                        - cartas
Literatura dos jesuítas (de catequese)
            Padre José de Anchieta (1534-1597) Lit. Port.
                        - poemas, autos, sermões, hinos e cartas
~~~~~~~~~~~~~~
Século XVII — Idade Moderna
BARROCO
Conflito: antropocentrismo X teocentrismo
Contra-Reforma
Concílio de Trento
Cristianismo conflituoso entre o catolicismo e o protestantismo
- Oposição: material X espiritual
- Conflito entre fé e razão
- Raciocínios complexos
- Requinte formal
- Exagero
- Efemeridade da vida (A vida é curta e precisa ser aproveitada ao máximo)
- Idealização amorosa, sensualidade
- Consciência da efemeridade do tempo
- Gosto pelo soneto
- Construções complexas e raras
- Sugestões sonoras e cromáticas na escrita
- Utilização de figuras de linguagem
            Antítese (sentido contrário)
            Paradoxos (idéias contrárias)
            Oxímoros (conceitos opostos indicando um 3º conceito)
            Quiasmos (repetição simétrica)
            Metáforas (analogia)
            Hipérboles (exagero)
            Anáforas (repetição de termos)
            Aliterações (repetição de sons consonatais)
            Assonâncias (repetição de vogais)
            Gradações (intensificação da idéia)
            Perífrases (substituição)
Elipses (omissão)
            Prosopopéias (analogia de seres animados a seres inanimados ou imaginários)
Poesia
Gregório de Matos Guerra (1623-1633) Lit. Bras.
Satírica.           
Lírica: amorosa, reflexiva, religiosa
Cartas - Sermões - Profecias
Padre Antônio Vieira 1608-1697 Lit. Port.        
~~~~~~~~~~~~~~
Século XVIII — Idade Contemporânea - Ascensão e queda da produção aurífera de Minas Gerais
ARCADISMO
Paganismo
- Ausência de subjetividade
- Predomínio da razão
- Universalismo
- Materialismo, cientificismo
- Busca da simplicidade: Verdade = Razão = Simplicidade
- Preferência pela claridade
- Figura da mulher distante, abstrata
- Sobriedade
- Objetivismo
- Bucolismo - a natureza como pano de fundo
- Belo artístico equivalente à imitação perfeita dos modelos clássicos
- Imitação dos clássicos
- Imitação da natureza
Poesia Lírica
            Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Lit. Bras.
            Tomás Antônio de Gonzaga (1744-1810) Lit. Bras.
            Silva Alvarenga (1749-1814) Lit. Bras.
Bocage (1765-1805) Lit. Port.
Poesia épica
            Basílio da Gama (1729-1789) Lit. Bras.
            Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru Lit. Bras.
Bocage (1765-1805) Lit. Port.
~~~~~~~~~~~~~~
Século XIX — (Primeira Metade) — Idade Contemporânea  
ROMANTISMO
Retorno à religiosidade
- O sujeito é o centro de tudo
- Revolução francesa
- Movimentos de independência
- Revolução Industrial
- Desejo de Liberdade
- Subjetividade
- Corrente nacionalista: engajamento ou escapismo
- Corrente pessimista: “mau do século”; Ultra-Romantismo
- Idealização
Primeira geração
Almeida Garret (1799-1854) – Folhas caídas Lit. Port.
Alexandre Herculano (1810-1867) – Eurico, o presbítero Lit. Port.
Segunda geração
Camilo Castelo Branco (1825-1890) – Amor e perdição Lit. Port.
            Júlio Dinis (1839-1871) – As pupilas do Senhor Reitor Lit. Port.

POESIA ROMÂNTICA NO BRASIL
Primeira geração
- Consolidação da cultura do Brasil
- Nacionalismo
- Indianismo
- Religioso
Gonçalves de Magalhães (1811-1882) – Suspiros poéticos e saudades
Gonçalves Dias (1823-1864)
Poema épico indigenista: I-Juca Pirama
Poema lírico: Se se morre um amor
Poesia Nacionalista: Canção do exílio
Teatro: Beatriz Cenci
Segunda geração
- Marcada pelo mal do século
- Individualismo - egocentrismo
- Subjetivismo
- Satanismo
- Erotismo
- Atração pela morte e pelo macabro

Álvares de Azevedo (1831-1852) – A lira dos vint’anos
            Casimiro de Abreu (1839-1860) – As Primaveras
            Fagundes Varela (1841-1875) – As Primaveras
Terceira geração - CONDOREIRA
- Engajamento social e político
- Produção poética consciente e crítica
Castro Alves (1847-1871)
Poemas: Espumas Flutuantes
Poemas abolicionistas: O Navio Negreiro
Teatro: Gonzaga ou A revolução de Minas

O ROMANCE BRASILEIRO (1840-1880)
- Linguagem metafórica
- Inovações na arte da narrativa – Tempo subjetivo
- Descontinuidade no tempo
- Narrador onisciente, manipulador da seqüência temporal
- Enredo elaborado com peripécias, reviravoltas
- Tema: amor
- Oposição aos valores sociais convencionais
- Sublimação do “eu”
- Tema: herói
            - Indivíduo romântico absoluto, idealista e genial
            - Valores nobres incompatíveis com os da sociedade
- Figura feminina como o bojo da idealização do herói
Romance indigenista
- Exaltação da Natureza e da figura do índio
- O índio é o símbolo máximo do nacionalismo
José de Alencar (1829-1877) – Iracema
Romance regionalista
- Não segue o modelo europeu – Constrói modelos próprios
- O regionalismo
            - respeito às diferenças culturais brasileiras
            - realce dos traços que caracterizam cada região
- Explora a realidade nacional
Nordeste:
Franklin Távora (1842-1888) – O cabeleira
Sul:
José de Alencar (1829-1877) – O gaúcho
Centro-Oeste:
Visconde de Taunay (1843-1899) – Inocência
Romance urbano
- Segue tendência européia
- Bastante aceito pela burguesia, tema desse tipo de romance
- Trata da
- vida cotidiana da classe média
- críticas a esse social
            - análise do comportamento e dos valores vigentes
José de Alencar (1829-1877) – Senhora
Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) – Memórias de um Sargento de Milicias
~~~~~~~~~~~~~~
Século XIX (Segunda metade) - Revolução Francesa / Industrial
Idade Contemporânea
REALISMO
Desmoralização do poder absoluto dos reis e do poder atemporal da Igreja
- Contexto:
- Evolucionismo – Charles Darwin (1809-1882)
- Determinismo – Hippolyte Taine (1825-1893)
            Naturalismo
- Socialismo Científico – Karl Max (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895)
            Manifesto Comunista
- Positivismo – Auguste Comte (1798-1857)
- Análise e síntese da objetividade, da realidade, da verdade, em oposição ao subjetivismo e idealismo românticos;
- Indiferença do "eu" subjetivo e pensante diante da natureza;
- Reprodução exata, fiel e pormenorizada da natureza;
- Neutralidade do coração e do espírito diante do bem e do mal, do vício e da virtude, do belo e do feio;
- Análise corajosa dos aspectos baixos da vida, sobretudo dos vícios e taras, não os ocultando e chamando-os pelo seu nome;
- Lógica entre as causas (biológicas e sociais) do comportamento das personagens do romance e a natureza (exterior e interior) desse comportamento;
- Cosmopolita sobrepondo-se ao nacional e tradicional dos românticos;
- Simplicidade e transparência.
Diferença entre Realismo e Naturalismo
- Todo naturalista é realista, mas nem todo realista é naturalista .
- Há algumas diferenças fundamentais:
- o Realismo procura ter uma visão global do narrado, perscrutando mesmo a vida psicológica de suas personagens,
- o Naturalismo atém-se à vida biológica das personagens, isto para comprovar as teorias determinista e darwinista que equiparam o homem, excluída sua capacidade de raciocínio, a um animal.

O CONTEXTO HISTÓRICO - REALISMO
No Brasil as últimas décadas do século XIX refletem a crise da monarquia, ocorrendo o avanço dos ideais abolicionistas e republicanos, à quebra da unidade política do império e a urbanização. Nesse cenário surge o realismo brasileiro. A segunda metade desse século está marcada por uma revolução nas idéias e na própria vida. Ocorrendo primeiro no espírito e no pensamento e depois, integrando-se a vida, essa revelação despertou interesse pelas coisas materiais; a revisão dos valores românticos e burgueses.
As conquistas sociais, o progresso científico, e, em conseqüência, o movimento histórico, desenvolveram a base para a arte literária. O artista, com isso, trará a própria vida para sua obra, a qual caracterizava o realismo e seu prolongamento: o Naturalismo e o Parnasianismo.
O realismo procura apresentar a verdade por meio do retrato fiel de personagens, que são antes indivíduos concretos, conhecidos. O marco inicial desse estilo, no Brasi,l assinala-se no ano de 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e de O Mulato, de Aluísio de Azevedo.
Fonte: Colaborador Alexandre.

ESCOLAS LITERÁRIAS


Por Ana Claudia L. Dantas Ferreira
Século XII — Idade Média
TROVADORISMO
Cristianismo
- Temas profanos
- Predomínio da emoção
- Influência das tradições populares
- Ambiente cortês, rural ou marítimo
- Exaltação do ideal cavaleiresco
- Emprego de formas simples
- Estrutura simples, repetições
Cantigas:
      Líricas:
             - de amor
             - de amigo
      Satírica:
             - de escárnio
             - de maldizer
Paio Soares Taveirós: Ribeirinha (Cantiga de amor) Lit. Port.
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Século XV - XVI — Idade Média / Idade Moderna
HUMANISMO
Transição do teocentrismo para o antropocentrismo.
Início: 1434 (nomeação de Fernão Lopes)
Término: 1527 (retorno de Sá de Miranda)
- Ascensão da burguesia mercantilista.
- Desenvolvimento cultural.
Separação entre a música e o texto poético.
Fernão Lopes (~1380-1459) Lit. Port.
Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens.
Gil Vicente (1465 - 1536?) Lit. Port. 
Teatro popular.
- profano (sátira ao teocentrismo);
- alegoria - metafórica;
- tipo - não revela nomes;
- quadros sem seqüência: mentalidade medieval.
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Século XVI — Idade Moderna – Renascimento
CLASSICISMO
Paganismo - Antropocentrismo
- Racionalismo
- Perfeição formal: sonetos e versos decassílabos
- Equilíbrio e objetividade
- Retomada dos escritos gregos e romanos
- Mimetismo (imitação dos antigos)
- Universalismo (valorização dos temas universais)
- Fusionismo (mistura de elementos religiosos católicos com elementos clássicos)
- Predomínio da razão.
- Serenidade e sobriedade
- Senso de proporção
- Nacionalismo
Poesia épica – soneto (forma clássica)
Camões (~1524-1580): Os lusíadas Lit. Port.

QUINHENTISMO
Primeiras manifestações literárias no Brasil.

Literatura da informação (de viagem)
            Pero Vaz de Caminha (1437-1500) Lit. Port.
                        - cartas
Literatura dos jesuítas (de catequese)
            Padre José de Anchieta (1534-1597) Lit. Port.
                        - poemas, autos, sermões, hinos e cartas
~~~~~~~~~~~~~~
Século XVII — Idade Moderna
BARROCO
Conflito: antropocentrismo X teocentrismo
Contra-Reforma
Concílio de Trento
Cristianismo conflituoso entre o catolicismo e o protestantismo
- Oposição: material X espiritual
- Conflito entre fé e razão
- Raciocínios complexos
- Requinte formal
- Exagero
- Efemeridade da vida (A vida é curta e precisa ser aproveitada ao máximo)
- Idealização amorosa, sensualidade
- Consciência da efemeridade do tempo
- Gosto pelo soneto
- Construções complexas e raras
- Sugestões sonoras e cromáticas na escrita
- Utilização de figuras de linguagem
            Antítese (sentido contrário)
            Paradoxos (idéias contrárias)
            Oxímoros (conceitos opostos indicando um 3º conceito)
            Quiasmos (repetição simétrica)
            Metáforas (analogia)
            Hipérboles (exagero)
            Anáforas (repetição de termos)
            Aliterações (repetição de sons consonatais)
            Assonâncias (repetição de vogais)
            Gradações (intensificação da idéia)
            Perífrases (substituição)
Elipses (omissão)
            Prosopopéias (analogia de seres animados a seres inanimados ou imaginários)
Poesia
Gregório de Matos Guerra (1623-1633) Lit. Bras.
Satírica.           
Lírica: amorosa, reflexiva, religiosa
Cartas - Sermões - Profecias
Padre Antônio Vieira 1608-1697 Lit. Port.        
~~~~~~~~~~~~~~
Século XVIII — Idade Contemporânea - Ascensão e queda da produção aurífera de Minas Gerais
ARCADISMO
Paganismo
- Ausência de subjetividade
- Predomínio da razão
- Universalismo
- Materialismo, cientificismo
- Busca da simplicidade: Verdade = Razão = Simplicidade
- Preferência pela claridade
- Figura da mulher distante, abstrata
- Sobriedade
- Objetivismo
- Bucolismo - a natureza como pano de fundo
- Belo artístico equivalente à imitação perfeita dos modelos clássicos
- Imitação dos clássicos
- Imitação da natureza
Poesia Lírica
            Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Lit. Bras.
            Tomás Antônio de Gonzaga (1744-1810) Lit. Bras.
            Silva Alvarenga (1749-1814) Lit. Bras.
Bocage (1765-1805) Lit. Port.
Poesia épica
            Basílio da Gama (1729-1789) Lit. Bras.
            Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru Lit. Bras.
Bocage (1765-1805) Lit. Port.
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Século XIX — (Primeira Metade) — Idade Contemporânea  
ROMANTISMO
Retorno à religiosidade
- O sujeito é o centro de tudo
- Revolução francesa
- Movimentos de independência
- Revolução Industrial
- Desejo de Liberdade
- Subjetividade
- Corrente nacionalista: engajamento ou escapismo
- Corrente pessimista: “mau do século”; Ultra-Romantismo
- Idealização
Primeira geração
Almeida Garret (1799-1854) – Folhas caídas Lit. Port.
Alexandre Herculano (1810-1867) – Eurico, o presbítero Lit. Port.
Segunda geração
Camilo Castelo Branco (1825-1890) – Amor e perdição Lit. Port.
            Júlio Dinis (1839-1871) – As pupilas do Senhor Reitor Lit. Port.

POESIA ROMÂNTICA NO BRASIL
Primeira geração
- Consolidação da cultura do Brasil
- Nacionalismo
- Indianismo
- Religioso
Gonçalves de Magalhães (1811-1882) – Suspiros poéticos e saudades
Gonçalves Dias (1823-1864)
Poema épico indigenista: I-Juca Pirama
Poema lírico: Se se morre um amor
Poesia Nacionalista: Canção do exílio
Teatro: Beatriz Cenci
Segunda geração
- Marcada pelo mal do século
- Individualismo - egocentrismo
- Subjetivismo
- Satanismo
- Erotismo
- Atração pela morte e pelo macabro

Álvares de Azevedo (1831-1852) – A lira dos vint’anos
            Casimiro de Abreu (1839-1860) – As Primaveras
            Fagundes Varela (1841-1875) – As Primaveras
Terceira geração - CONDOREIRA
- Engajamento social e político
- Produção poética consciente e crítica
Castro Alves (1847-1871)
Poemas: Espumas Flutuantes
Poemas abolicionistas: O Navio Negreiro
Teatro: Gonzaga ou A revolução de Minas

O ROMANCE BRASILEIRO (1840-1880)
- Linguagem metafórica
- Inovações na arte da narrativa – Tempo subjetivo
- Descontinuidade no tempo
- Narrador onisciente, manipulador da seqüência temporal
- Enredo elaborado com peripécias, reviravoltas
- Tema: amor
- Oposição aos valores sociais convencionais
- Sublimação do “eu”
- Tema: herói
            - Indivíduo romântico absoluto, idealista e genial
            - Valores nobres incompatíveis com os da sociedade
- Figura feminina como o bojo da idealização do herói
Romance indigenista
- Exaltação da Natureza e da figura do índio
- O índio é o símbolo máximo do nacionalismo
José de Alencar (1829-1877) – Iracema
Romance regionalista
- Não segue o modelo europeu – Constrói modelos próprios
- O regionalismo
            - respeito às diferenças culturais brasileiras
            - realce dos traços que caracterizam cada região
- Explora a realidade nacional
Nordeste:
Franklin Távora (1842-1888) – O cabeleira
Sul:
José de Alencar (1829-1877) – O gaúcho
Centro-Oeste:
Visconde de Taunay (1843-1899) – Inocência
Romance urbano
- Segue tendência européia
- Bastante aceito pela burguesia, tema desse tipo de romance
- Trata da
- vida cotidiana da classe média
- críticas a esse social
            - análise do comportamento e dos valores vigentes
José de Alencar (1829-1877) – Senhora
Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) – Memórias de um Sargento de Milicias
~~~~~~~~~~~~~~
Século XIX (Segunda metade) - Revolução Francesa / Industrial
Idade Contemporânea
REALISMO
Desmoralização do poder absoluto dos reis e do poder atemporal da Igreja
- Contexto:
- Evolucionismo – Charles Darwin (1809-1882)
- Determinismo – Hippolyte Taine (1825-1893)
            Naturalismo
- Socialismo Científico – Karl Max (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895)
            Manifesto Comunista
- Positivismo – Auguste Comte (1798-1857)
- Análise e síntese da objetividade, da realidade, da verdade, em oposição ao subjetivismo e idealismo românticos;
- Indiferença do "eu" subjetivo e pensante diante da natureza;
- Reprodução exata, fiel e pormenorizada da natureza;
- Neutralidade do coração e do espírito diante do bem e do mal, do vício e da virtude, do belo e do feio;
- Análise corajosa dos aspectos baixos da vida, sobretudo dos vícios e taras, não os ocultando e chamando-os pelo seu nome;
- Lógica entre as causas (biológicas e sociais) do comportamento das personagens do romance e a natureza (exterior e interior) desse comportamento;
- Cosmopolita sobrepondo-se ao nacional e tradicional dos românticos;
- Simplicidade e transparência.
Diferença entre Realismo e Naturalismo
- Todo naturalista é realista, mas nem todo realista é naturalista .
- Há algumas diferenças fundamentais:
- o Realismo procura ter uma visão global do narrado, perscrutando mesmo a vida psicológica de suas personagens,
- o Naturalismo atém-se à vida biológica das personagens, isto para comprovar as teorias determinista e darwinista que equiparam o homem, excluída sua capacidade de raciocínio, a um animal.

O CONTEXTO HISTÓRICO - REALISMO
No Brasil as últimas décadas do século XIX refletem a crise da monarquia, ocorrendo o avanço dos ideais abolicionistas e republicanos, à quebra da unidade política do império e a urbanização. Nesse cenário surge o realismo brasileiro. A segunda metade desse século está marcada por uma revolução nas idéias e na própria vida. Ocorrendo primeiro no espírito e no pensamento e depois, integrando-se a vida, essa revelação despertou interesse pelas coisas materiais; a revisão dos valores românticos e burgueses.
As conquistas sociais, o progresso científico, e, em conseqüência, o movimento histórico, desenvolveram a base para a arte literária. O artista, com isso, trará a própria vida para sua obra, a qual caracterizava o realismo e seu prolongamento: o Naturalismo e o Parnasianismo.
O realismo procura apresentar a verdade por meio do retrato fiel de personagens, que são antes indivíduos concretos, conhecidos. O marco inicial desse estilo, no Brasi,l assinala-se no ano de 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e de O Mulato, de Aluísio de Azevedo.
Fonte: Colaborador Alexandre.

O VELHO DA HORTA ADAPTADO


Adaptação do texto para o teatro feito pelos meus alunos da Escola Oneide Tavares.
O velho da horta
Gil Vicente

VELHO                    Pai nosso que estas no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu, o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai as nossas ofensas assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido, mas livrai-nos do mal. Amém
Entra a MOÇA na horta e diz o VELHO:
VELHO                      Meu Deus!
MOÇA                       Deus te abençoe.
VELHO                      Onde se criou essa linda flor? Eu diria que nos céus.
MOÇA                       Mas no chão.
VELHO                      Pois nenhuma mulher chegou a seus pés!
MOÇA                       Nossa! Que cantada barata!
VELHO                      O que veio buscar aqui moça do meu coração?
MOÇA                       Velho a horta para comprar tempero.
VELHO                      Meus olhos ficaram, enfeitiçados por ti, minha flor!
MOÇA                       O senhor tem não tem tempero colhido?
VELHO                      Você veio rápido, minha condensa, meu amor, meu coração!
MOÇA                       Meu Deus! O que é isso? Você esta ficando louco?
VELHO                      Não fale assim, pedistes hortaliças, porem por você  estou  verdadeiramente apaixonado.
MOÇA                        E essa tosse? Mulheres da sua idade é que tens que se apaixonar, você esta velho.
VELHO                                  Mas amo como se fosse um jovem.
MOÇA                                   E qual será a boba que aceitara o seu amor?
VELHO                                  Você roubou a minha alma, e também a minha dor!
MOÇA                        Que bonito! Quem ouvir isso vai acreditar que estás falando a verdade.
VELHO                                  Vivo, mas não quero ser preso!
MOÇA                                   Ninguém lembrará de Ti quando morrer.
VELHO                                  Você já é quase a minha morte.
MOÇA                                   Nossa! Que gentil, até parece uma pedra preciosa!
VELHO                      Oh que grande alegria! O maior risco da vida e mais perigoso é amar, morrer é acabar, e o amor não tem saída, melhor sofrer e ser amado.
MOÇA                                   Ora, ora,  a sua velhice pode esta te enganando!
VELHO                                  O que me falas chama ainda mais a minha atenção.
MOÇA                                   Meu senhor! Você esta cego, e não ver isso?
VELHO                      Você que me deixou cego, porem ainda vejo que me tratas mal.
MOÇA                                   Você não ver que esta quase morrendo?
VELHO                      Oh bela flor! Quem te trouxe aqui? Coitado de mim, porque logo quando a vi, fiquei cego, a vida esta tão bagunçada , que é tão ruim quando penso que vais embora.
MOÇA                        Já esta perto da sua morte, quem disse essa loucura que quanto mais se ama na vida, mais se vive?
VELHO                      A vida é homicida, que quanto mais ama, mais sem vida fico, porem ainda acho que tenho idade de namorar uma menina de sua idade, oh minha querida!
VELHO                                  Os que são mais avisados, são ao que sofrem de amor
MOÇA                                   Onde estão esses namorados? A terra esta livre deles!
VELHO                      Querida estou aqui, e só sei te amar, você é tão linda que honra em te ver.
MOÇA                                   Que velho sem sossego!
VELHO                                  Você me acha engraçado?
MOÇA                        Dissestes que me vistes, mas tu és meio remelento e cego.
VELHO                                  Estou cego de amor.
MOÇA                                   Tudo fica bem quando se esta apaixonada.
VELHO                      Quanto mais zangada fica, mais tenho certeza que quero você.
MOÇA                                   Não vai trazer o tempero? Quero ir, estou com pressa.
VELHO                                  Minha linda! Toda a minha horta é sua.
MOÇA                                   Não quero os teus elogios
VELHO                      Não quero a sua pena, porque quanto mais bonita  mais cruel é. Pegue o que quiser, destrua a minha horta se você quiser.
MOÇA                        Não posso esperar, vou pegar qualquer coisinha, para não me atrasar.
VELHO                      Pois leve uma dessas rosas!  Queria que os amores fossem como pedras preciosas, e que seu caminho seja de ouro e de rubi, para dá bons frutos, q Deus te faça como um anjo, bonito o jardim que você cuida, e podes de mim o que fizer dele.
MOÇA                                   Que plantas bonitas, estão bem cuidadas!
VELHO                      Na água vejo nossa figura, vejo minha sepultura ser feita.
Canta a moça
“Qual é  a menina que colhe flores se não tem amores?
Colhia a menina a rosa florida:
“O hortelanico lhe perguntava se tinha amores.”
Assim cantando a, colheu a MOÇA da horta que vinha buscar e, ao ter acabado diz:
MOÇA                       Esta aqui o que colhi.
VELHO                      O que você vai me pagar? Vai me dar o teu amor?
MOÇA                       Como senhor?
VELHO                      Eu não posso ficar sem você, gostaria de lhe dar uma rosa.
MOÇA                       Uma rosa? Pra que?
VELHO                      Porque  são colhidas de minha mão,  posso minha vida? Sei que não estou livre da paixão, mas você será a minha consolação em minha partida.
MOÇA                                   Pode, mas ande rápido.
Assim o velho sai de pressa para colher a rosa.
MOÇA                       Quer brincar? Será um grande prazer.
VELHO                      Já vai? Eu não esqueço você, mas você não quer ficar comigo! Oh sofrimento infernal  vou acabar morrendo.
Vem um PARVO, criado do VELHO e diz:
PARVO                                 Ela vem aqui à noite?
VELHO                      Saia daqui, queres que eu te expulse? Ou queres que eu te mande pro inferno?
PARVO                                 Você vai comer aqui?
VELHO                                  Não quero comer, nem beber.
PARVO                                 O que você vai fazer?
VELHO                                  Sai já daqui!
PARVO                      O meu tio esta vindo com sua mulher, ela irá colocar a panela no fogo.
Velho                          Oh senhora, sei que estas bem agora! Mais ela não imagina o tamanho da minha saudade. Assim irás me matar, pois meu coração te adora.
PARVO                      Estou com tanta raiva, olha à hora e essa comida ainda não está pronta. A minha dona não jantou. Você não quer?
VELHO                                  Agora não quero comer mais.
PARVO                                 E se você morrer? Eu não irei falar porque está morto.
VELHO                                  Melhor morrer do estar sofrendo assim.
PARVO                                 Por Deus! Você esta imundo.
VELHO                                  Vai soldado! Traga a viola e vamos vê o que acontece.
PARVO                                 Os outros estão jantando, e cantaremos?!...
VELHO                      Vá você primeiro Joane e diz que vou depois. porque estou sem tempo.
Vem a MULHER do VELHO e diz:
MULHER                               Hui!Que cena desastrada Fernandes, o que é isto?
VELHO                      Já passou o anticristo, oh velha destemperada, viu agora?
MULHER                   E você onde mora? Meu dia não foi bom! Você veio jantar em má-hora. Porque você vai cantar uma musica?
VELHO                                  Por São Roque vai para o inferno, sua gulosa!
MULHER                               Quem pôs ai essa rosa?
VELHO                      Não me enche, porque estou chateado, não me faça falar besteiras.
MULHER                   Agora com novas plantas você acha que vai se tornar garanhão?
VELHO                                  Talvez sim, talvez não, só sei que estou a cantar.
MULHER                               Que vergonha!  Um homem de sessenta anos.
VELHO                                  Amores que sonho há tantos anos.
MULHER                               Você já esta na idade de mudar os costumes
VELHO                      Quando você me perguntar alguma coisa eu falarei a verdade.
MULHER                               Olhe e pergunte.
VELHO                                  Que o diabo te leve.
MULHER                               Você esta velho para namorar uma moça.
VELHO                                  Me deixa namorar ela, porque estou muito apaixonado.
MULHER                               Vá para o inferno!
VELHO                      O caminho do cego é por onde veio, por isso, saia já daqui.
MULHER                               Ui, meu Deus, serei morta ou espancada por você!
VELHO                      Não porque isso é pecado, Santa Maria, que praga! Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece.
(canta)
“Envolvi-me com uma Moça,
Envolvi-me com uma jovem,
Envolvi-me.”
Entra Branca Gil a ACOLVITEIRA, e diz:
ACOLVITEIRA          olá!
VELHO                      Olá! Viestes em boa hora.
ACOLVITEIRA          Pode ser! Vim depressa.
VELHO                      Que bom que você veio, e fez de mim outro homem.
ACOLVITEIRA          Agora na velhice que veio o amor. Mas tudo é motivo de    zombaria. Porem nem todo homem é perfeito por isso que veio Deus para acabar com o preconceito.
VELHO                      Eu não daria um real por um homem separado, porem não dá pra impedir que falem.
ACOLVITEIRA          Ando tão feliz, pelas nossas vidas. Diante de tudo, que entre a paixão.
VELHO                                  Queres que eu diga quem é ela?
ACOLVITEIRA          Vive com a Sé, já sei que é linda como uma estrela, tão manhosa, e delicada.
VELHO                                  Ajude-me Branca Gil, que irei desmaiar!
Esmorece o VELHO e a ACOLVITEIRA começa a ladainha:
Ó bondoso Santo Areliano
Tu que foi maltratado
Por um grande amor.
Ó São Garcia Muniz, que
Represente-nos hoje em dia.
Faz milagres dobrados de esforço e alegria
E tem compaixão dos condenados.

Santas Virgens conserva em estado limpo e santo.
Ajudai os namorados que eles se vejam sempre.
VELHO                                  Coitado de mim!
Só ando triste!
Será que ainda viverei?
Cuide para que se livre da paixão.
ACOLVITEIRA          Faça um esforço!
VELHO                                  Que remédio você me dará?                    
ACOLVITEIRA          Você vive pedindo a Deus para se casar com ela e sei que     vais conseguir.
VELHO                                  Isso é historia!
ACOLVITEIRA          Não  curarei você fiz de improviso como o demônio, e de outra forma também.
VELHO                      Vá logo, antes que eu morra, e fale para ela que eu fiquei muito triste.
ACOLVITEIRA          Meu Deus! Olhai para ele.
VELHO                                  Volte logo, minha fada, que eu te pagarei muito bem.
A ACOLVITEIRA Vai, e fica o VELHO cantando a seguinte ladainha:
Pois tenho rezado,
Pois tenho rezado, minha senhora.
Vem a ACOLVITEIRA e diz o VELHO
VELHO                                  Chegou em boa hora, amiga!
ACOLVITEIRA          Ela disse que vai pensar porem você tem que andar direito.
VELHO                                  Lhe pagarei muito bem.
ACOLVITEIRA          Faça isso, perca a fazenda pra salvar sua vida.
VELHO                                  Que seja feito a vontade de Deus.
ACOLVITEIRA          Que Deus te ajude, e te dê mais saúde, para que veja muitos outros amores.
VELHO                                  Esta aqui trinta reais, que se multiplique em muitos.
Enquanto a ACOLVITEIRA vai, o VELHO volta a prosseguir o seu cantar e acabado, volta ela e diz:
ACOLVITEIRA          Esta com tanta saúde que se perde, coitadinho!
VELHO                                  Pegue.
ACOLVITEIRA           Abençoe Pai, lhe dê uma boa namorada, que descanse os namorados, mas ela não vale um real. Sabia que me esqueceu? Uma amiga vendia um broche de uma senhora, com rubi pura, por cem reais isto é que é amor!
Vai-se o VELHO, e volta a prosseguir a sua música, e logo volta a ACOLVITEIRA diz:
ACOLVITEIRA          Levei uma topada, venho com os sapatos rasgados, na ida não ganhei nada.
VELHO                                  Esta aqui dez reais pra ti.
ACOLVITEIRA          Comecei me dando bem.
Vem um ALCAIDE com quatro BELEGUINS e diz:
ALCAIDE                              Dona, levante daí!
ACOLVITEIRA          O que queres?
ALCAIDE                              Quer se presa!
VELHO                                  Senhores, escutem essa senhora.
ALCAIDE                              Deixe os elogios pra lá.
ACOLVITEIRA          Olha, eu não tenho medo de ninguém.
ALCAIDE                  Levante-se daí senhora, e comede a rezar! Não é você que é tão rezadeira?
ACOLVITEIRA          Deixe-me aqui.
ALCAIDE                              Vim da parte do rei.
ACOLVITEIRA           Longa vida seja sua, não me leve pela rua, me deixe que eu vou sozinha.
BELEGUINS                         Pois vá!
ACOLVITEIRA          Para onde vai me levar? Quem mandou me prender? Vai me prender mais pode me soltar logo?
ALCAIDE                              Não posso nada!
ACOLVITEIRA          A carocha esta estragada?! Três vezes fui açoitada, para sempre irei viver.
Levam-na presa e o VELHO fica dizendo?
VELHO                                  Oh meu Deus! Que má-hora!
Vem a MOCHINHA a horta e diz:
MOCINHA                 Esta aqui o dinheiro que minha tia mandou. O que tens?
VELHO                                  Estou triste.
MOCINHA                             O que tens? Esta doente?
VELHO                                  Ai! Não sei! Ando triste desde quando nasci.
MOCINHA                             Não chore! Pior esta aquela que vai ali!
VELHO                                  Quem?
MOCINHA                             Branca Gil.
Velho                                     Como?
MOCINHA                 Com muitos açoites, levam uma pessoa de tão bom coração, como lhe batem.
VELHO                                  Oh coitada da minha amiga!
MOCINHA                             Coitado de você, má-hora é a sua.
VELHO                                  Fui roubado pela vaidade, perdi minha fazenda.
Quero morrer, não fiquei com nada, com tanta riqueza que eu tinha. Que desgraça! E a mulher que coloquei que coloquei tudo em jogo, se casou.
FIM
GARDÊNIA FEITOSA VIEIRA
THAYNARA LIMA
CRISLEM RAYANE SOUSA DA SILVA
ANDREZA SILVA DOS REIS
NÚBIA DOS ANJOS RODRIGUES
KALINE SILVA DE MIRANDA
ELISON MELO DE SOUSA
LUCAS MATIAS DA SILVA
JOESLEY SILVA ASSIS PANIÁGO
JOSÉ DE OLIVEIRA

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